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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Back to school...

20.07.12publicado por Gato Pardo

Nunca fui particularmente sentimentalista.

Não vivo preso no passado, simplesmente recordo-o com o apreço ou desprezo que ele me merece. Mas sempre ciente que há lições a retirar dele.

Hoje sorri ao estar perante um pouco do meu passado.

Da minha escola primária, restou apenas entulho. Foi destruída para dar lugar a uma auto estrada. Já a minha escola secundária, resiste estoicamente às investidas do tempo, dos orçamentos miseráveis da Educação e a meia dúzia de bandalhos que provavelmente preferiam ver naquele espaço um condomínio fechado.

Em circunstâncias normais, iria passar a 500 à hora e não lançava sequer um segundo olhar. Mas hoje não foi assim. Não só parei o carro, como o estacionei. Saí do carro e vislumbrei o local onde a rede tinha um buraco, apenas o suficiente para uns quantos alunos atrasados e sem o cartão da escola (sim, o pulha do segurança não nos deixava entrar sem ele) entrarem à socapa.

Já não existe esse buraco na rede. Azar dos que por lá andam agora...

Tudo o resto permanece igual. Quase me arrisco a dizer que a minha escola parou no tempo. No meu tempo. Provavelmente no melhor tempo que aquele estabelecimento de ensino teve.

Quero acreditar que tanto como esta escola marcou a minha existência, eu marquei-a também. Literalmente. Experiências de Química que correram tão mal que deixaram uma estalactite agarrada ao tecto. O que me fez ver que o meu futuro não passava por abraçar a Química. Centenas de folhas mal pintadas com tinta da china o que levou a que pintasse mais a mesa do que as folhas. O que, lá está, me fez perceber que, sim, o meu futuro também não passava pelas artes visuais. Fui sempre um extremista, nunca gostei de limites, mesmo os das folhas...

22 anos depois, tem uma certa piada verificar que algumas coisas não mudam assim tanto...E quase que aposto o escroto do Miguel Relvas que por detrás de um certo quadro, continua a existir um certo escrito ainda hoje por identificar?

Ah, belos tempos de vandalismo pró activo...

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